A viver em Portugal, atriz brasileira Tássia Camargo sofre enfarte


Foi através das redes sociais que Tássia Camargo partilhou com os fãs e seguidores que sofreu um enfarte, no passado fim de semana.

A viver em Portugal desde 2017, a atriz brasileira, de 58 anos, encontra-se, agora, a recuperar.

“Estou em repouso, na UTI, após um enfarte, no último fim de semana. Passei por alguns procedimentos e, agora, tudo está melhor. Infelizmente, por recomendação desta equipa (malta, como se diz, aqui, em Portugal) maravilhosa que me atendeu, estou a recuperar e não posso falar nem atender chamadas. Por isso, não tenho dado resposta a todos. Mas estou bem e assim que tiver novidades avisarei”, escreveu estrela, de 58 anos, no Instagram.

Recorde-se que Tássia Camargo se tornou famosa em Portugal na década de 80, ao interpretar Elisa na novela “Tieta”. Atualmente, integra o elenco de “Valor da Vida”, na TVI.

A Selfie tinha estado à conversa com a atriz na última semana. (Re)leia a entrevista:


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A viver em Portugal desde outubro de 2017, o que a trouxe ao nosso país? E o que a faz ficar?

“Eu decidi morar para Portugal por causa da violência em todo o Brasil, nomeadamente, na cidade onde eu morava, que era o Rio de Janeiro. Vim para cá em busca de mais qualidade de vida e segurança, e para ter uma velhice mais tranquila. Além disso, o meu trabalho permite-me ter essa conexão e realizar trabalhos em Portugal. Mas sempre vou amar o meu Brasil, como amo Portugal, e onde me sinto em casa, hoje.”

Já se sente um bocadinho portuguesa?

“Com certeza. A minha família era de origens portuguesa e italiana. Eu tenho nacionalidade italiana, mas sinto-me portuguesa, também. Conheço Portugal desde a década de 80, quando fui rainha do Carnaval em Tomar, na época da novela “Tieta”. Depois, voltei mais algumas vezes até 2006. Gosto muito dos patrícios e da terrinha tão querida.”

Quais os lugares que mais gosta de visitar?

Entre um intervalo e outro de folga é muito fácil os seguidores acompanharem-me pelo Instagram a visitar museus, fazer passeios por Portugal e conhecer as praias (que eu amo!), nos dias mais quentes… sentar e olhar o pôr-do-sol. Apesar de Portugal ser menor do que o estado do Pernambuco, por exemplo, cada cantinho tem uma peculiaridade encantadora. Conheci o Brasil inteiro, de norte a sul. Agora, morando aqui, quero fazer a mesma coisa em Portugal.

Costuma ser muito reconhecida na rua? Abordam-na frequentemente?

Sim, recebo um carinho muito especial do público de Portugal. Reconhecem-me nas ruas, no metro, no comboio, em todos os lugares, porque muitas novelas minhas passam aqui em Portugal, como a “Tieta”, e, agora, “O Cravo e a Rosa”, e, claro, também pela novela “Valor da Vida”. Mas estou a ter uma outra experiência com “Valor da Vida”. Quando saio às ruas, as pessoas, falam: “Ah, eu conheço-te”. E eu falo sempre: “É de ‘Tieta’?”. Agora, elas respondem: “Também, mas, agora, está a fazer uma muçulmana muito má”. Esse reconhecimento do público, para mim, é o melhor prémio.

E da vida no Brasil, de que tem mais saudades? Pensa voltar?

O Brasil é o meu país, onde nasci e construí a minha carreira, e que amo muito. Sinto falta dos amigos, do meu filho e da minha neta, que ficaram lá, da família – especialmente da minha mãe, e, também, dos meus “xodós”, o meu cachorro e a minha biblioteca. Ah, claro… também sinto muita falta do sol, mas já estou a encontrar algumas alternativas para isso. No mês passado, fui visitar Guiné-Bissau, na África, e adorei. Para o Brasil, não penso em voltar. Eu aceitaria um trabalho para fazer lá se fosse cinema ou teatro, mas, depois, voltaria para Portugal, onde vivo e escolhi viver.

Veio com um dos seus filhos, Pedro, mas deixou outro filho, Diego, no Brasil. Como tem sido lidar com a distância?

Ficar longe de um filho e de uma neta, que eu não conheço, é sempre muito difícil.

Há 12 anos afastada da representação, como foi regressar em “Valor da Vida”?

Há muitos anos, dei uma entrevista no Brasil e falei dos meus planos, que eu queria dar um tempo sabático. Na época, até brinquei que eu iria morar na roça ou na Europa. Fui, primeiro, para a minha vivenda, no interior do Rio de Janeiro, e morei alguns anos ali. Eu queria conectar-me mais com a natureza, ficar longe da loucura das grandes cidades. Precisava disso depois de tantos anos a trabalhar demais e sem férias. E aí, em 2017, decidi que era o momento de sair da vivenda e de ir morar, definitivamente, na Europa. Pedi demissão da TV Globo, em 2006, e saí numa boa, tenho muitos amigos que fiz durante os 25 anos de casa. Depois, veio a experiência na TV Record. Nem tudo é dinheiro. A felicidade e o bem-estar contam muito. Vim para Portugal para descansar e procurar mais qualidade de vida. E, nesse meio tempo, veio a oportunidade e o convite para fazer uma personagem na novela portuguesa “Valor da Vida, na TVI, que tem vários colegas meus do Brasil no elenco. Como é uma novela de qualidade, com atores portugueses de primeira linha, e uma super autora premiada, que, recentemente, ganhou o “2018 International Emmy Awards” com a telenovela “Ouro Verde”, junto com o José Eduardo Moniz… não podia recusar! Tive a maior honra de participar neste projeto com eles. As novelas portuguesas são de excelente qualidade!

Como é fazer parte deste elenco?

É uma honra, porque é uma novela de alto nível, de profissionais extremamente competentes, desde a técnica até aos diretores e atores, tanto os portugueses como os brasileiros. Um trabalho muito harmonioso, no qual fui muito bem recebida. Em relação aos desafios na novela, eu costumo dizer que, mesmo com quase 42 anos de carreira, cada vez que eu entro em cena, que faço uma gravação ou que subo ao palco… é sempre uma estreia. É sempre uma sensação de satisfação, realização, e, claro, de muita responsabilidade. Mas continuo a ter o domínio com câmeras e estúdios. Aqui na terrinha não seria diferente.

Quem mais a surpreendeu?

Todos, em especial uma atriz que eu não conhecia, por eu morar no Brasil, que é a Dalila Carmo, que está em “Valor da Vida”, também, além da Laura Dutra, João Pedreiro e André Gago, que também são incríveis. Sem desvalorizar os outros, que fazem um maravilhoso trabalho, também. São todos de primeira linha!

Como foi o reencontro com antigos colegas do Brasil?

O meu círculo de amizades tem espaço para todo o mundo. Convivo com atores brasileiros aqui, em Portugal, mas, também, com portugueses, moçambicanos, angolanos, suíços, franceses, com muita gente de vários países. Existe uma conexão muito grande de culturas. É muito legal e todo o mundo respeita as diferenças de cada um. Há muitos artistas brasileiros que vivem e trabalham em Portugal. Mas, também acho que deveriam ter mais artistas portugueses a trabalhar no Brasil, tanto nas novelas, como em teatros, cinema e shows, porque eles são fantásticos e extremamente profissionais!

E sobre a personagem que interpreta na novela, como foi a experiência?

É uma personagem que eu nunca fiz ao longo da minha carreira, foi bem diferente e desafiadora para mim. Mas gosto disso, dessa sensação de estar a aprender, de ver a personagem ganhar vida. Assim como em todos os meus trabalhos, eu gosto de estudar a personagem, a novela e o roteiro. Sou muito dedicada e cobro muito a mim própria para entregar o melhor de mim.

O teatro continua a ser a sua grande paixão?

Ah, eu amo o teatro e o cinema.  Atualmente, estou a fazer a produção de uma peça do grande jornalista brasileiro Luiz Erlanger, que deve ter estreia em Portugal, sem data prevista ainda. E estou a tentar trazer para cá a peça “As Cadeiras”, de Eugène Ionesco, com direção de Ney Latorraca, na qual divido o palco com o ator Edi Botelho.

Continua a ser lembrada por várias personagens emblemáticas que interpretou. Quais as que deixam mais saudades?

Todos me deixam muitas saudades, mas se fosse para elencar só alguns seriam: Nicinha (novela Rabo de Saia); Marlene (em Salvador da Pátria, mas a novela aqui em Portugal recebeu o nome de Sassá Mutema); Elisa (Tieta); Marina da Glória (na Escolinha do Professor Raimundo); Joana Penaforte (em O Cravo e a Rosa, que era mais conhecida como a lavadeira “Piriquitinha”); Madona (em Dona Flor e seus dois Maridos). E agora já estou com saudades da personagem Aminah, de Valor da Vida (TVI).

Na década de 80, posou 3 vezes para a Playboy, hoje, aos 58 anos, continua a sentir-se uma mulher sensual?

A sensualidade está na cabeça de cada um. O corpo envelhece e a idade chega, faz parte do processo natural da vida. A parte ruim é que “dói aqui, dói ali”. Como a minha avó Olga dizia: “Dormes sem nada e acordas com tudo.” A gente precisa de se aceitar e de saber lidar com isso, como ter uma dieta que ajude a evitar o inchaço da menopausa, fazer atividade física… Eu só vou fazer uma cirurgia algum dia se for para melhorar algo que vai prejudicar o meu bem-estar, a minha qualidade de vida e a minha saúde. Não por uma questão estética e nem porque a sociedade diz que se envelheces precisas de fazer cirurgias para retocar aqui e ali. Não sou contra plásticas, acho apenas que há gente que usa com bom senso e há gente que não. Mas cada um deve saber o que é melhor para si, o que o faz sentir melhor.

Que planos tem para 2019?

Além da novela “Valor da Vida”, tenho participado em desfiles de moda e campanhas publicitárias. Quem cuida dos meus trabalhos e contratos aqui em Portugal é a agência BMagic, pelo meu empresário Rodrigo Nabarros, que tem sociedade com o Valente Fernando, que acreditam no meu trabalho, por isso estamos a fechar ótimas parcerias. Estou a adorar recomeçar a vida aqui.

Fonte: Selfie

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